INTRODUÇÃO

Através do rabino Shaul Hans, representante oficial de ambas as instituições aqui no Brasil, muitas pessoas vem buscando se aproximar do judaísmo e do resgate de sua ancestralidade, através de comprovações documentais de judaicidade, bem como, de cursos preparatórios para conversões, que após a conclusão dos mesmos, o candidato (homem) a judeu passa pelo processo da Brit Milá (circuncisão judaica). [1]
[1] – Mulheres não passam pelo processo da “Bris”, devido ter sido concedido ás mesmas a isenção de tal prática, haja vista, que, o clitóris, – ainda que não seja um tipo de micro pênis, ele não ejacula. Porém, possui a mesma origem embrionária e estruturas semelhantes (tecidos eréteis, glande e prepúcio), no entanto, é um órgão distinto do pênis. O clitóris é homólogo ao pênis, o que significa que se desenvolvem a partir do mesmo tecido, mas foi adaptado exclusivamente para o prazer feminino, com mais terminações nervosas, sendo a maior parte interna.
ASSIM COMO A TORÁ É PARA TODOS, A BRIT MILÁ TAMBÉM É AOS HOMENS.
A brit milá (circuncisão judaica) é um preceito bíblico, transcrita na Torá, como uma das exigências principal para todo homem judeu ou para aqueles que pensam em se aproximar do judaísmo – inclusive, para aqueles que participam do movimento Bnei Noach — um movimento paralelo ao do cristianismo, mas que substitui Yeshu (“Jesus”) pelo Rebe de Lubavitch como o seu “messias”. Muitos deles vem entendendo que sem a brit milá, eles estão incompletos, afastados da plenitude da aliança dada a Avraham avinu e por sua vez, quebrando uma mitsvá exigida a todo aquele que deseja habitar entre judeus [2]. Amparados pelo estudo da Torá, eles buscam deixar as práticas idólatras [3] existente na religião cristã, selando sua aliança entre D’us e o povo judeu.
[2] – Gênesis 17:10-14 e Êxodo 12:48
[3] – O termo idolatria é uma referencia a todo tipo de adoração que não segue o exposto nos escritos da Tanak (Bíblia Judaica ou, como é coloquialmente conhecida, “Antigo Testamento”). Mas é possível também, que as religiões que não seguem os escritos bíblicos, vejam também os seguidores da Bíblia como um tipo de idolatra, já que esses não seguem os seus deuses de culto e adoração.
Realizada no oitavo dia de vida do bebê [4], a brit milá (circuncisão judaica) consiste na remoção do prepúcio por um mohel especializado [5], geralmente seguido de uma celebração. É um marco físico e espiritual de identidade judaica, – seja para o nascido judeu, para o convertido ou mesmo para o praticante do movimento bnei noach. E mesmo em casos de saúde [6], a realização sempre é adiada para o período em que a tenha alcançado a cura. [7]
[4] – Êxodo 17:12
[5] – Kitsur Shulchan Aruch, cap. 163, art. 3
[6] – Kitsur Shulchan Aruch, cap. 163, art. 4
[7] – Atualmente, a circuncisão não deve ser realizada antes de saber a procedência da mãe (ver Nehar Mitsraim, leis de circuncisão).
Pontos Principais sobre A Brit Milá:
Significado: Literalmente "Aliança da Circuncisão" (ou Bris), é o primeiro pacto realizado por Avraham avinu, distinguindo o judeu.
O Momento: Deve ser realizado no oitavo dia de vida, mesmo em Shabat ou Iom Kipur [Iorê Da’ah 266], a menos que haja restrições médicas. Se o bebê estiver doente, adia-se a cerimônia [Iorê Da’ah 262 e 263].
O Procedimento: Realizado por um Mohel (profissional treinado) ou, por vezes, um médico com treinamento religioso. O procedimento envolve a remoção do prepúcio e, em seguida, o priá (revelação da glande).
A Cerimônia: Inclui bênçãos, orações e a nomeação do bebê. “Padrinhos” (Kvater) e o Sandak (que segura o bebê) desempenham papéis de honra.
Outras Situações: Homens que se convertem também passam pelo procedimento. Se o converso já foi circuncidado por um médico especialista não judeu, realiza-se um ritual simbólico conhecido como Hatafat Dam Brit [8].
[8] – Hatafat Dam Brit onde é realizada a extração de uma gota de sangue, que em um ritual judaico, realizado por um mohel, representa a kasherização da circuncisão do homem que fora circuncidado, por um médico especialista não judeu – ou mesmo, daqueles que nasceram sem o prepúcio. Marcando assim, sua entrada oficial na comunidade judaica através da brit milá, onde é atestada por três rabinos, que formam um beit din – como o caso da SKS (Sephardic Kosher Supervision), que é presidida pelo rabino Moshe Otero e da BDK (Beit Din Kashrut).
Papel dos Pais: A halachá (Shulchan Aruch) designa que o pai é quem deve para circuncidar o filho (Kitsur Shulchan Aruch, cap. 163, art. 1), mas que, caso o mesmo não tenha qualificações necessária para a sua realização, o mesmo deve procurar mohel (especialista em circuncisão) para a sua realização (art. 4).
Conclusão
É preciso entender que, ao contrário do que muito
entendem, a brit milá não é apenas um procedimento cirúrgico, mas uma cerimônia
voltada a homens que desejam fazer parte do povo judeu, conectando o indivíduo
à história do povo judeu e a sua espiritualidade.
NO VÍDEO [EDITADO] ABAIXO, UM EXEMPLO DO QUE ACONTECE DURANTE UMA REALIZAÇÃO DE BRIT MILÁ REGULAR:





