O minian (quorum) no judaísmo é um conjunto de 10 pessoas adultas, necessárias para ser efetuados os serviços públicos de rezas específicas. Para ortodoxos, contam-se apenas as pessoas do sexo masculino – e acima de 13 anos. Para os que são liberais (não ortodoxos), é permitido pessoas do sexo feminino acima dos 12 anos, – que também contam para o minian.

Ainda que a prática não possua uma origem bíblica, o motivo da exigência de 10 pessoas está muito ligado ao concxeito cabalista. Segundo o que se sabe em uma das explicações, é que, foi através dos sábios cabalistas que os rabinos encontraram motivos para a sua criação. E uma delas é que, por ocasião da destruição de Sodoma e Gomorra, de não ter sido encontradas o mínimo de 10 pessoas justas, a cidade fora destruída. Daí, o porque se espera ser este o número mínimo de pessoas, – por ocasião de reuniões públicas, para que estejam aptas a receber a bênção divina em conjunto. 

Outra explicação é que, dos 12 espiões enviados por Moisés na parashat Shelach-Lecha, 10 deram um retorno negativo sobre a Terra de Canaã. Dentro desta regra, podemos dizer que daí a necessidade de se exigir mínimo de 10 pessoas para um minian. E ainda que em menor quantidade, mas que é bem vinda a citação a seguir, podemos usar como exemplo os dois sonhos de Faraó quanto as "7 vacas magras e 7 gordas" ou mesmo, as "7 espigas boas e as 7 raquíticas. Nisso podemos entender, que, da mesma forma que somos atacados diariamente por energias negativas, devemos estar prontos para contra-atacá-las de igual forma ou superior. 

Deve-se notar, porém, que a reza feita individualmente em casa não diminui a sacralidade da mesma, apesar das rezas feitas em conjunto nas sinagogas serem mais recomendadas pelos rabinos, e também por nos remeterem à lembrança do Beit ha-Mikdash (Templo Sagrado).

É imprescindível a presença de um minian, para se fazer certas partes da reza, como por ex., dizer Kadish, fazer Barechu, dizer a Kedushá e a repetição da Amida em voz alta, fazer a leitura de Torah e da Haftarah e dizer as sete Berachot num casamento. 

No Brit Milá, apesar de recomendado, o minian não é obrigatório. A Meguilat Ester pode ser lida sem minian. 


Apesar de não dever ser incentivado, o Talmud estabelece que, caso a parte da reza que exija minian comece com 10 pessoas, mas alguma(s) pessoa(s) precise(m) sair, o serviço pode ser concluído como se aquela(s) pessoa(s) ainda estivesse(m) presente(s), mas com um total mínimo de seis presentes. 

Assim, por ex., se o Chazan começou a repetição da Amida com 10 pessoas, e alguém sai, ele pode concluir a repetição da Amida, incluindo a Kedushá. 

Além disso, o Chazan pode recitar o Chetzi Kadish (meio Kadish) após o Tachanun, e o Kadish completo após o Uva le-Tzion, desde que estas preces sejam consideradas contíguas com a Amidá, como acontece nos dias normais da semana sem leitura de Torah. Mas nenhum outro Kadish pode ser recitado. E se for dia de leitura de Tora, só com minian. 

No Maariv/Arvit o Chazan pode dizer o meio-kadish que precede a Amidá se existia minian por ocasião da recitação do Barechu. E o kadish completo pode ser recitado após a Amida, se havia minian no início da mesma. Mas o Kadish dos enlutados, só com minian. 

A contagem das pessoas de um minian deve ser feita mentalmente. Uma outra forma, muito comum, é associar as pessoas presentes às palavras contidas em frases da liturgia como por ex., as 10 palavras contidas em “Hoshia et amecha u-varech et nachalatecha urem ve-nass'em ad ha-olam”.