
A AMIDÁ, O QUE É?
A Amidá (literalmente significa “prece em pé”) ou “Shemoneh-Essreh” (que significa 18). É um conjunto de preces silenciosas, e foi criada pelos 120 rabinos que compunham a Grande Assembléia (Anshe Knesset ha-Gedolah), que retornaram à Israel após o exílio babilônico, na época do Segundo Templo. Esta Grande Assembleia foi também quem oficializou, o Tanak (Torah, Neviim, Ketuvim) entre outros.
Com a destruição do Segundo Templo, os sábios acharam de incorporada mais uma bênção (Ve-lama-lshinim), por Rabban Gamliel II, somando um total de 19 bênçãos. No entanto, eles decidiram manter o nome “Shemoneh-Essreh”. Tecnicamente, a Amidá visou, em regras gerais, substituir as oferendas que eram realizadas no Beit Ha’mikdash (Templo Sagrado).
Diariamente recitamos a Amidá. Nos dias normais da semana, são três amidot idênticas: a primeira é recitada no Shacharit (manhã), a segunda na Minchá (reza da tarde) e a seguinte, apenas no Maariv [Arvit] (reza da noite).
Nos dias de hoje a Amidá é composta por 19 bênçãos, sendo as três primeiras são trechos onde Louvamos a Ha’Shem (D’us), os 13 trechos seguintes são peditórios, as três últimas são de agradecimento.
Nos dias de Shabat e de festas, como não se costuma fazer rezas de súplicas, já que são dias de celebrações e de alegria, elas são substituídas por preces apropriadas à importância do momento em questão. As três preces iniciais são preces de louvor ao Eterno e as três últimas, são de agradecimentos. Elas são sempre as mesmas em qualquer Amidá, com algumas poucas ressalvas durante suas recitações, onde – em algumas delas, podemos acrescentar suplicas pessoais. Nestes dias, recita-se a Amidá de Mussaf (Adicional), visto que, naquelas ocasiões, as oferendas eram adicionadas.
COMO SE INICIA A AMIDÁ?
Antes de iniciar a Amidá, recuam-se três passos seguidos por três passos para diante, retornando-se ao lugar original. Ela é recitada individualmente de forma silenciosa, em pé, e com eles juntos, voltados para o nascente (Yerushalayim).
A prática de se repetir (Hazarah) a Amidá durante o dia, ocorreu porque com a indisponibilidade dos livros de rezas, – que só vieram a surgir apenas a partir do século VIII, muitas pessoas não sabiam o texto da Amidá, nem a ordem das berachot (bênçãos). Na repetição da Amidá, – que deve ser feita na presença de um minian, acrescenta-se a Kedusha, a qual fala da santidade do Criador. Ela é recitada de forma solene, sendo imprescindível que toda a Comunidade fique concentrada, de pé, com eles juntos. Sem se locomover, e em completo silêncio, toda comunidade deve levantar os calcanhares ao responder “Kadosh, Kadosh”, “Baruch Kevod” e “Imloch A-do-nai”.
A razão de não se repetir a Amidá de Maariv [Arvit] é que ela era considerada, originalmente, como opcional. E é interessante notar que, nas oferendas que eram feitas após o por do sol, na época do Beit Ha’mikdash, utilizavam-se os materiais que restavam dos serviços realizados durante todo o dia.
Em certas ocasiões, são incluídas, nas Amidot, preces adicionais ou algumas palavras são modificadas.
Exemplo: durante sua recitação são acrescentadas preces especiais por ocasião de Purim e Hanuka, prece adicional no Maariv de encerramento de Shabat e nas datas festivas. Há também preces adicionais em Rosh Chodesh e nos dias de festas (Chaguim) de Pessach, Shavuot e Sukot. Preces adicionais nos dias de jejum e preces adicionais durante os 10 dias de Iamim Noraim. Durante as preces, faz-se a alternância das palavras Morid ha-tal e Mashiv ha-ruah u-morid ha-gueshem, entre Pessach e Shemini Atzeret.
Após as palavras “Baruch Ata Adonai”, de cada bênção recitada na repetição da Amidá pelo Sheliach Tzibur, toda a comunidade deve falar em voz alta “Baruch Hu Baruch Shemo”, e ao final de cada bênção, toda a comunidade deve falar em voz alta a palavra “Amen”. Não se deve passar NA frente das pessoas que estão rezando a Amidá silenciosa.
Durante a Amidá, deve-se curvar em quatro situações: no começo da primeira e da segunda bênção, em Modim Anachnu Lach, e na bênção, mais para o final, de “Ha-tov Shimcha”. E ao final da 19ª beracha (Sim Shalom) quando dizemos Osse Shalom em voz alta, retrocedemos três passos e nos curvamos para o lado esquerdo e direito e para frente.
Ao iniciar a repetição da
Amida, o Sheliach Tzibur dá três
passos para frente.





