
Em uma reunião de tirar o folego de qualquer um, com muitos shiurim e a retirada de dúvidas de todos os presentes, a Comunidade do bairro do Campinho, no Rio de Janeiro, buscou através do moré Rodrigo Gonçalves, líder do grupo, firmar parceria com a Comjuserj.
Durante a reunião, foi tratado o desejo de alguns de buscarem fazer a tshuvá bem como o auxílio na sua conversão ao judaísmo. Foi tambem citado o apoio e o carinho que todos receberam — mesmo que de longe, do rabino "Serfadita Marroquino" (Pará) | (por uma questão de ética, não iremos identificar o referido rabino, ainda que acreditamos que ele próprio não faria nenhuma objeção), e do rabino Ovadiah – que hoje possui uma empresa funerária no mesmo prédio onde a Comunidade se encontra instalada.
Além dos áudios informais que nos foram enviados por alguns membros da Comunidade, também, em uma conversa informal, o lider da Comunidade nos enviou o seguinte texto, a baixo reproduzido:
Quando conheci o Rav "Serfadita Marroquino" (por uma questão de ética, não iremos identificar o referido rabino, ainda que acreditamos que ele próprio não faria nenhuma objeção), nós fazíamos parte do Chabad. Foi nessa época, – que atravéz do achi Paulo Cohen, ele nos foi apresentado. Nessa mesma época o achi Paulo Cohen estudava com o rabino lá no Estado do Pará, e assim o apresentamos à comunidade, nos levando a romper com o Chabad.
Com certeza essa decisão nos proporcionou um grande avanço e renovação em nossos ânimos, já que a antiga liderança do Chabad havia sido destituída, – infelizmente, por causa de uma situação muito constrangedora, o que nos abalou muito. A presença do Rabbi "Serfadita Marroquino" foi um bálsamos pra todos nós, contudo, a distância e a responsabilidade que ele tem com sua Eshnoga (sinagoga), o colocou mais como uma referência simbólica para a nossa Comunidade, do que propriamente um orientador formal dela. E como ele é um homem de coração imenso e muito acessível, nossa Comunidade nutre até hoje um grande amor e carinho por ele. — independente da distância e das diversas ocupações do mesmo. E, por uma feliz "coincidência" (providência divina), acabamos conhecendo o Rabino Ovadiah (também por questão de ética, não citaremos o nome completo do rabino) veio abrir uma empresa de planos funerários, bem ao lado da nossa comunidade.
Minha esposa que é corretora de Planos de Saúde, chegou até a trabalhar com ele por um período – e até o apresentou a nossa Comunidade, levando ele a estar conosco durante um de nossos shabatot. E uma outra coisa também que aconteceu, é que o rabino Ovadia foi muito gentil e chegou abrir as portas da sua sinagoga para nós, nos oferecendo auxílio para quem desejasse fazer a conversão. Mas como já havíamos passado por uma crise anterior com o Chabad, o pessoal ficou um pouco arredio – até porque, além da união que procuramos cultivar entre nós, buscamos um conhecimento didático mais filosófico, científico e cabalístico, do que propriamente religioso. Infelizmente nó temos visto o quanto os ensinos da Torá, em sua forma religiosa, vem causando na natureza das pessoas. São muitas discórdias, Lashon hará, golpes finaceiros e sabe-se lá mais o que, e por causa disso, o pessoal acabou não se interessando – não que o rabino esteja classificado como tal.
A liberdade do pensamento filosófico e científico, é o que tem feito nos manter juntos.
Bom, agora em nosso terceiro contato rabínico encontramos o rabino Shaul Hans, com uma proposta em tratar a kabbaláh e a ciência, como algo indispensável nos estudos da Torá – e não apenas como algo somente opcional, mas integrante. O rabino também propos a nos ajudar no processo de conversão, e posso afirmar sem peso na consciência: o pessoal tem se sentido muito motivado!
Ainda que ajam alguns que ainda não se decidiram pela conversão, aqueles que desejam, não querem se afastar destes no momento, pois acreditam que eles também irão se converter em momento oportuno, já que procuram sempre praticar conosco todas as mitzvot. Acreditamos que é só uma questão de tempo para eles se sentirem seguros, pois os seus corações já abraçaram a Torá.
Nós entendemos que a conversão é algo opcional e pessoal de cada indivíduo, e que não pode ser como um tipo de imposição. Os dois únicos estudos que tivemos com o rabino Shaul Hans foi bastante agregador. E para se ter ideia; dei oportunidade para que alguns da nossa Comunidade exercitassem a prática da instrução, e o que para muitos seriam algo absurdo, estes, que outrora eram apenas alunos, hoje são professores indispensáveis. E Nossas mulheres então? O que falar delas? São elas que de fatos fazem a diferença, “dominando” grande parte no crescimento da nossa Comunidade e na cobrança das práticas das mitzvot.
Minha esposa hoje irá ministrar o seu primeiro estudo. Ela irá falar sobre a parashá da semana na ótica da psicanálise, já que ela vem fazendo curso de psicanálise. Hoje ela inicia ali como a primeira mulher a ministrar um estudo dentro da nossa Comunidade – e melhor ainda, na visão judaica. E o que para muitos religiosos fundamentalistas, é tratado como uma afronta, para nós é algo de grande orgulho.
OUÇA AS DECLARAÇÕES DOS NOVOS MEMBROS DA COMJUSERJ, NOS ÁUDIOS ABAIXO:





