Segundo o The Jerusalem Post, os envolvimento na criação e divulgação do material pornográfico, são vários menores, com aproximadamente 14 anos de idade, que utilizaram ferramentas de IA (inteligência artificial) e edição digital para criarem tais imagens.

Segundo ainda a matéria do jornal, uma professora do ensino fundamental da cidade de Netanya [1], descobriu que alunos do 8º ano haviam distribuído um vídeo pornográfico gerado por IA (inteligência artificial) no qual seu rosto havia sido inserido.

[1] - A cidade de Natanya é de população predominantemente judaica.

A polícia israelense declarou que, após receber a denúncia, foi aberta uma investigação na delegacia de polícia de Netanya.

Os jovens suspeitos de envolvimento, são vários menores com aproximadamente 14 anos de idade, e que utilizaram ferramentas de IA (inteligência artificial) e edição digital para criar as imagens. Posteriormente, eles as distribuíram em grupos de WhatsApp e nas redes sociais.


Alega-se que um dos alunos é o responsável pela criação do vídeo, enquanto outros participaram da sua distribuição. A professora, também judia, só teve acesso às imagens depois que elas já estavam circulando entre os alunos e se espalharam rapidamente, momento em que ela procurou a polícia na tentativa de impedir a sua disseminação.

No âmbito da investigação na delegacia de Netanya, vários menores suspeitos de envolvimento no caso foram intimados e interrogados. Das primeiras constatações, ficou evidente que, entre os envolvidos, havia uma divisão de funções: uma pessoa era responsável pela criação do vídeo e outras pela sua distribuição.

Ao término do interrogatório, o principal suspeito foi liberado sob condições restritivas, e a polícia continua atuando para mapear a extensão da exposição e localizar outras pessoas envolvidas.

O incidente destaca os danos causados pelo uso indevido de IA.


O incidente é considerado grave pelo sistema educacional e pela polícia, pois ilustra a extensão dos danos que podem ser causados pelo uso indevido de ferramentas de inteligência artificial disponíveis. Nos próximos dias, espera-se que os investigadores ampliem a coleta de depoimentos dentro da escola e tomem medidas adicionais para impedir as imagens continuem sendo divulgadas.

À medida que a investigação avança, a polícia examinará a gravidade dos atos e a natureza do envolvimento de cada um dos menores, incluindo a possibilidade de crimes de invasão de privacidade e distribuição de conteúdo ofensivo. Fontes familiarizadas com os detalhes observam que, além do processo criminal, também são esperadas medidas disciplinares dentro da instituição de ensino.

Fonte: The Jerusalém Post